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Comemorações se estenderam por todo o fim de semana
A rainha Margreth II da Dinamarca (Margrethe Alexandrine Pórhildur Ingrid) celebrou neste final de semana 40 anos de reinado, período em que se transformou de uma jovem tímida e fumante inveterada na soberana mais popular da Europa. Os festejos aconteceram de sexta-feira a domingo para recordar o 14 de janeiro de 1972, quando a princesa ainda de luto pelo pai tornou-se, aos 31 anos, a primeira mulher a subir ao trono da monarquia mais antiga da Europa. Margreth, a mais velha das três filhas do rei Frederik IX da Dinamarca e da princesa Ingrid, da Suécia, casou-se com o francês Henri de Laborde de Montpezat, o príncipe consorte Henrik, tendo tido dois filhos, o príncipe herdeiro Frederik e o príncipe Joachim. "Daisy", como é chamada na intimidade, ainda se mantém esbelta e dinâmica. Aos 71 anos veste-se com roupas de cores fortes e chapéus excêntricos. É muito querida por seus súditos porque soube "modernizar uma monarquia envelhecida e adaptá-la à evolução da sociedade" sem sobressaltos, explica o professor da Universidade de Copenhague Lars Hovbakke Soerensen. Quase oito em cada dez dinamarqueses são favoráveis à monarquia, segundo pesquisa publicada em dezembro, o que torna a Dinamarca o reinado "mais popular da Europa", segundo Soerensen. Margreth é particularmente querida desde o começo dos anos 1980, quando assumiu a veia de artista polivalente. Esta intelectual poliglota dedicou-se também à tradução, elaborando em 1981, com um pseudônimo e em colaboração com o marido, uma versão dinamarquesa da obra de Simone de Beauvoir "Todos os homens são mortais". A rainha também criou o vestuário e o cenário de numerosos espetáculos e séries de televisão. Mas ela se destaca, principalmente, no desenho e na pintura. Margreth ilustrou numerosas obras literárias, como a reedição, em 2002, de "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien. Suas pinturas quase abstratas estão expostas em museus e galerias importantes, tanto na Dinamarca como no exterior. Em seu discurso de Ano Novo, de 1984, Margreth II pediu tolerância aos dinamarqueses e denunciou "observações estúpidas" e "frieza" em relação aos imigrantes. "Posso pensar o que quiser, como todos. Mas não posso dizer tudo o que penso. Muitos deveriam fazer o mesmo de vez em quando", declarou numa entrevista, em 1988. Embora Marg\reth II seja amada, a maioria dos dinamarqueses gostaria que abdicasse para deixar o trono a Frederik dentro de cinco ou dez anos, segundo pesquisa publicada no dia 2 de janeiro. Com informações do Portal Terra
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